Alec Baldwin quer convencer os americanos a boicotarem os circos pela maneira como os animais são tratados, informou o “Female First”, nesta sexta-feira (16). O ator de “30 Rock” divulgou um vídeo de quatro minutos no YouTube, no qual alega que algumas companhias maltratam os animais.
No vídeo, publicado pela PETA, Baldwin fala: “por ter trabalhado com atores por tantos anos, é difícil acreditar que alguém precisa ser maltratado e agredido para trabalhar”, disse ele, que completou: “mas, em alguns circos, é exatamente o que acontece”.
Além disso, o ator cita a investigação da PETA sobre a empresa Ringling Bros., que inclui imagens de animais apanhando com objetos de metal “momentos antes das apresentações”.
Em resposta às acusações, o representante da companhia circense Stephen Payne afirmou ao site que o vídeo foi gravado em 2009 e criticou a PETA por destorcer os fatos e por trazer à tona algo que não acontece mais.
“A saúde dos nossos animais é algo que mostramos em todas as performances da casa. Inclusive, nós convidamos famílias para verem pessoalmente como eles são tratados”, explicou.
Alec Baldwin não é a primeira celebridade a representar os direitos dos animais; Jada Pinkett Smith e Ashley Judd também expressaram suas preocupações sobre o caso.
No vídeo, publicado pela PETA, Baldwin fala: “por ter trabalhado com atores por tantos anos, é difícil acreditar que alguém precisa ser maltratado e agredido para trabalhar”, disse ele, que completou: “mas, em alguns circos, é exatamente o que acontece”.
Além disso, o ator cita a investigação da PETA sobre a empresa Ringling Bros., que inclui imagens de animais apanhando com objetos de metal “momentos antes das apresentações”.
Em resposta às acusações, o representante da companhia circense Stephen Payne afirmou ao site que o vídeo foi gravado em 2009 e criticou a PETA por destorcer os fatos e por trazer à tona algo que não acontece mais.
“A saúde dos nossos animais é algo que mostramos em todas as performances da casa. Inclusive, nós convidamos famílias para verem pessoalmente como eles são tratados”, explicou.
Alec Baldwin não é a primeira celebridade a representar os direitos dos animais; Jada Pinkett Smith e Ashley Judd também expressaram suas preocupações sobre o caso.
mas, enquanto isso no Brasil...
Tiririca, César Halum e coordenador da Funarte defendem exploração de animais em circos
Mesmo sendo uma tendência mundial a abolição da exploração de animais em circos, ainda há hoje pessoas de importância política defendendo que essa violência por trás do picadeiro continue. Entre essas autoridades, estão os deputados federais Tiririca (PR/SP) e César Halum (PSD/TO) e o coordenador da área de circo da Fundação Nacional de Artes, Marcos Teixeira.
As justificativas dadas pelos três para defender tal posição são evidentemente inconsistentes e incompatíveis. Tiririca, que já foi dono de circo no passado, afirma que “muitos circos tratam bem os animais”, embora diga reconhecer que em “alguns” casos há maus tratos óbvios. Ele defende não a libertação dos escravos de circos, mas a mera regulamentação, por exigências questionáveis como “o tamanho da jaula para cada animal”, e diz que “em pequenas cidades onde não há zoológico, o circo é o único lugar em que as pessoas podem ter contato com alguns tipos de animais”, como se fosse uma necessidade alguém estar perto de animais de ecossistemas estrangeiros e que deveriam estar livres.
Já César Halum fala: “Eu entendo que o circo sem a presença do animal perde toda a sua atração. As pessoas no Brasil vão ao circo para ver os animais. Eles são o atrativo maior e eles devem ser respeitados na sua integridade física, mas não serem impedidos de trabalhar.” Mas não pensa se os animais realmente querem ou não “trabalhar”, nem aceita o sucesso de circos que não exploram animais – a exemplo do Cirque du Soleil e o Circo Popular do Brasil. E além de deixar a entender que os circos que atuam nos estados que proíbem a exploração de animais em espetáculos seriam todos carentes de atratividade, ainda discrimina toda a sorte de profissionais que atuam no picadeiro, como os palhaços, os dançarinos, os malabaristas e os acrobatas.
Marcos Teixeira, da Funarte, discorda que haja sofrimento na escravidão de animais em circos, e ainda diz que os animais “fazem parte da trupe”, como se eles se apresentassem por vontade livre e espontânea, e não fossem aprisionados e “treinados” mediante tortura. E ainda recorre à falácia de apelo à autoridade ao dizer que “o Ministério da Cultura é favorável à participação de animais no circo”.
Felizmente essa opinião favorável à escravidão animal em circos está diminuindo de poder cada vez mais, e tal exploração está acabando aos poucos no Brasil e no mundo. Isso considerando-se que Alagoas, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo já proíbem números com animais nos circos.
Com informações do Correio do Estado
Nota da Redação: Em 2010, após se eleito, Tiririca afirmou que seu primeiro projeto a ser apresentado na Câmara, seria sobre combate aos maus-tratos contra animais. Agora sabemos o que ele verdadeiramente defende.
As justificativas dadas pelos três para defender tal posição são evidentemente inconsistentes e incompatíveis. Tiririca, que já foi dono de circo no passado, afirma que “muitos circos tratam bem os animais”, embora diga reconhecer que em “alguns” casos há maus tratos óbvios. Ele defende não a libertação dos escravos de circos, mas a mera regulamentação, por exigências questionáveis como “o tamanho da jaula para cada animal”, e diz que “em pequenas cidades onde não há zoológico, o circo é o único lugar em que as pessoas podem ter contato com alguns tipos de animais”, como se fosse uma necessidade alguém estar perto de animais de ecossistemas estrangeiros e que deveriam estar livres.
Já César Halum fala: “Eu entendo que o circo sem a presença do animal perde toda a sua atração. As pessoas no Brasil vão ao circo para ver os animais. Eles são o atrativo maior e eles devem ser respeitados na sua integridade física, mas não serem impedidos de trabalhar.” Mas não pensa se os animais realmente querem ou não “trabalhar”, nem aceita o sucesso de circos que não exploram animais – a exemplo do Cirque du Soleil e o Circo Popular do Brasil. E além de deixar a entender que os circos que atuam nos estados que proíbem a exploração de animais em espetáculos seriam todos carentes de atratividade, ainda discrimina toda a sorte de profissionais que atuam no picadeiro, como os palhaços, os dançarinos, os malabaristas e os acrobatas.
Marcos Teixeira, da Funarte, discorda que haja sofrimento na escravidão de animais em circos, e ainda diz que os animais “fazem parte da trupe”, como se eles se apresentassem por vontade livre e espontânea, e não fossem aprisionados e “treinados” mediante tortura. E ainda recorre à falácia de apelo à autoridade ao dizer que “o Ministério da Cultura é favorável à participação de animais no circo”.
Felizmente essa opinião favorável à escravidão animal em circos está diminuindo de poder cada vez mais, e tal exploração está acabando aos poucos no Brasil e no mundo. Isso considerando-se que Alagoas, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo já proíbem números com animais nos circos.
Com informações do Correio do Estado
Nota da Redação: Em 2010, após se eleito, Tiririca afirmou que seu primeiro projeto a ser apresentado na Câmara, seria sobre combate aos maus-tratos contra animais. Agora sabemos o que ele verdadeiramente defende.
Fonte: ANDA

Nenhum comentário:
Postar um comentário